Pára-brisas: veja alguns cuidados que podem evitar complicações futuras

A maioria dos motoristas costuma se preocupar com a manutenção de peças como o motor, por exemplo, mas, muitas vezes, se esquece de componentes importantes que, se não cuidados, podem trazer complicações e prejuízos futuros.

É o caso de pára-brisas e vidros. Os condutores só se dão conta deles apenas quando são obrigados a desembolsar uma grande quantia para trocá-los ou quando são penalizados por não preservá-los.

No caso de trincas nos pára-brisas, o motorista que não sanar esse problema poderá ser multado em R$ 127,69, ter o veículo retido para a regularização e perder cinco pontos na carteira.

Veja alguns cuidados simples que podem prolongar a durabilidade do seu pára-brisa:

Torções
A torção é uma das causas mais comuns de trincas no pára-brisa, já que os vidros representam 30% da resistência estrutural do veículo. Recomenda-se que o condutor dirija com cuidado e não suba em calçadas de forma brusca, passe sobre lombadas em alta velocidade ou bata a porta do carro com muita força.

Trincas por choque térmico
Evitar que o carro fique muito tempo exposto ao sol e à chuva é um dos procedimentos mais adequados para esse problema. Diminuir gradativamente a temperatura do ar-condicionado também previne o trincamento.

Ao perceber o problema, é preciso providenciar o mais breve possível o conserto, já que a trinca pode aumentar de tamanho rapidamente. Ao passar por um obstáculo, como uma lonbada, a trinca cresce de acordo com o movimento de torção.

Um adesivo de proteção deve ser fixado sobre o local, para evitar a entrada de poeira e sujeira, que vão dificultar futuros reparos. O acessório é geralmente distribuído por empresas que fazem seguros de vidros, porém, como é difícil de encontrá-lo, pode-se usar outro tipo de adesivo.

Granizo
Apoiar a palma da mão no centro do pára-brisa evita danos, em caso de chuva de granizo. Essa atitude garante maior firmeza ao vidro, inclusive nos casos em que caem pedras de veículos maiores, como caminhões.

Palhetas
Para evitar danos ao pára-brisa e ao vidro traseiro, é preciso trocar as palhetas uma vez por ano, pois a ação do sol e da chuva provocam o ressecamento e, posteriormente, riscos no vidro. É importante não acionar os limpadores com o vidro seco, já que isso também pode riscar de forma irremediável o pára-brisa.

Reservatório do limpador
O reservatório do limpador deve ser misturado a produtos específicos para essa função. Detergentes de cozinha ou esponjas não são recomendados para a limpeza externa e interna. O ideal é a utilização de limpa-vidros, aplicado a uma toalha de papel, por exemplo.

Troca
Não é recomendado dirigir em alta velocidade após a troca do pára-brisa durante as primeiras 72 horas. Bater as portas com os vidros laterais fechados, lavar o carro com jato em alta pressão e usar produtos químicos, são outros procedimentos proibidos depois da troca.

Se for trocado, o vidro precisa ser exatamente do tamanho original. Apenas 1 mm é suficiente para provocar uma grande trinca.

Pestanas
Se estiverem ressecadas, essas borrachas externas, que ficam sob os vidros laterais com o intuito de impedir a entrada de água no carro, podem danificar os vidros.

Desembaçador
A retirada de películas escuras é uma das maiores causas de dano ao desembaçador do vidro traseiro. Uma tinta importada restaura a conexão da resistência rompida, mas, além de ter pouca durabilidade, é difícil de encontrá-la. Para ter de volta o desembaçador, em alguns casos, o motorista terá que trocar.

Preços
Antes de comprar um vidro novo, assim como em qualquer compra, é necessário pesquisar os preços do mercado, pois alguns concessionários chegam a cobrar o dobro do valor pedido no mercado paralelo, alegando originalidade